De volta ao trabalho!

Com exatos 26 dias do parto, lá estava eu na minha primeira gravação. Ok, muito cedo, também acho, mas fui aprovada, um belo cache, então vamos lá que dinheiro não leva desaforo pra casa.
Fizemos um esquema bom, a Aimée foi pro set de gravação comigo, Elam pôde nos acompanhar então apesar da tensão de ela não estar muito bem naquele lugar (aquele lugar que não a casa dela), foi tudo bem e eu senti um certo orgulho de mim.
Mas dai antes dela completar 2 meses lá fui eu viajar pra Florianópolis pra mais uma gravação.
Quando foi pra decidir se dormiria uma noite fora foi um parto (outro), na verdade pra mim o bom mesmo seria dormir lá porque eu poderia dormir uma noite inteira e trabalharia um pouco mais descansada, mas teria que passar uma noite longe dela. Ahhh entendi, entendi… começou a tão conhecida culpa materna!
Antes do 4o mês viajei a trabalho, dessa vez pra passar 2 noites e 2 dias. Lá notei, ao contrário do que imaginava, que se não visse a Aimée pelo facetime ou skype era mais fácil lidar com a saudade.
Percebi que tinha “mudado de fase”, agora era: viajar já querendo voltar. E tudo bem, nenhum problema. Só quero ficar pertinho da minha periquitinha. Porque no final não sei quem é que depende de quem, se ela de mim ou eu dela.
Sei que a distância é difícil em vários momentos, pra todas as mães, principalmente no início, mas a volta ao trabalho faz um bem danado a nossa auto estima, ao bolso e a nossa independência.

One Comment

  1. Fernanda

    É, Carol… Não tem jeito! Essa culpa materna é inegociável. Ela existe. E ponto. Me reconheci tanto!!!
    A minha está com 2 anos e 4 meses… e meu Deus… toda vez que preciso passar uma noite longe, meu coração fica pequeno, cheio de remorso, de saudade!
    E sabe, acho que agora essa sensação pega até mais que antes.
    A Malu, minha filha, ainda é pequena, claro, mas já está numa fase que te reconhece como mãe, te abraça mais forte que tudo e te quer por perto sempre. E o principal: sente sua falta.
    Lembro que, quando ela tinha meses, a minha saudade era gigantesca, mas o que me confortava era pensar: “Ela nem está percebendo!”, ou então: “ela nem vai lembrar dessa noite que não estive com ela”. Agora, já é diferente… Ela não só lembra, como sente. E como isso dói em mim. Demais. Mas é necessário. Coloquei na minha cabeça, e no meu coração, que é tudo por ela. E o que interessa: todos os dias que passamos juntas são inigualáveis, intensos, cheio de amor, carinho e brincadeiras…! Faz parte do processo. Por um lado, é bom ela saber que pode ficar sem a mamãe e que mesmo assim, está tudo bem. Por mais que meu coração leve uma surra toda vez que isso acontece, tento me confortar pensando assim. Nos falamos por telefone e deixo claro: “já já a mamãe ta de volta pra ficar grudadinha com você, meu amor”. E sempre finalizando com um “Não esquece que mesmo longe, a mamãe está sempre com você, do seu ladinho.”
    É. É difícil. Só de escrever, foi como um desabafo mesmo… até chorei.
    Mas temos outro jeito? Não.
    Ser mãe é ter um coração batendo fora do peito. E, sem dúvida, por muitas vezes dói.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *