Conflitos no início da gravidez

Nos primeiros meses de gravidez os conflitos entre pai e mãe podem ser constantes, mas tem saída para isso.

Esse post é para os papais em formação, mas serve para os mais avançados também. Talvez até para as mamães.

Brigado parque

Não adianta… Os homens NUNCA saberão o que é estar grávido.

Podemos até TENTAR saber como é, usar o máximo de nossa inteligência, sagacidade e criatividade para ter uma noção, mas o caminho é muito mais penoso, pode acreditar. Bom, pelo menos para a maioria delas, claro que não é regra geral, tem mulheres que passam pela gravidez como se fosse uma leve gripe e acabam até pegando leve com o marido, passando por esse momento numa boa, relax. Será?

Vamos à criatividade…

Tirando aquela parte da responsabilidade e compromisso em criar uma criança, onde aí, acredito, estamos quites (falarei disso num post em breve)… Pense no seu corpo, aquela barriga sarada que você demorou pra conquistar e/ou já cultiva a um bom tempo…em poucos dias ela sumirá!

-“Ah não, eu nunca tive barriga assim, gosto de ter a minha mais redondinha mesmo…” – ela ficará maior, bem maior, e já da sinais disso. Seus braços, suas pernas, seu tórax, aquela gordurinha localizada nas laterais da cintura…tudo aumentará. E não é uma hipótese, é um fato!

Imagine seu corpo assim, crie a imagem dele… É assustador, não?! Imagine o que isso causa na auto-estima feminina.

Aí você me diz – “mas tem o desejo de ser mãe, o sonho, o amor…” – meu amigo, eu estou falando do segundo, terceiro mês de gravidez, onde os incômodos estão só começando e já são muito mais presentes que a realização do sonho.

Some a isto uma enxurrada de hormônios que o corpo produz para gerar um outro ser, dentro de (um outro) alguém…tente imaginar a quantidade e potência deles, o que causa, calor, frio, insegurança em dobro, triplo, o medo, angústia, felicidade, mal humor…a lista é extensa.

Adicione ainda, para algumas, a ausência do marido seja por qualquer motivo, trabalho, distância, ser o jeito dele, ou até mesmo pelo impacto que uma gravidez pode causar e acabar distanciando o casal.

Pra finalizar, acho q já está de bom tamanho, uma certa sensação de impotência pois apesar da gravidez não ser uma doença ela é limitadora, especialmente no aspecto físico.

Junte tudo, misture e, provavelmente sairá a sua esposa grávida.

Aqui a sagacidade…

Levando tudo isso em conta, é preciso ter coragem, vontade, e jogo de cintura para conseguir levar a relação adiante com harmonia e alegria, sabendo que aqui começa um dos melhores períodos de sua vida. Se não acontecer naturalmente, faça um esforço para entender o momento que a mãe do seu bebê está passando. Se dedique a prestar atenção nas mudanças que estão ocorrendo com ela e seu corpo. Tente compreender que, apesar de muitas cobranças e desentendimentos, o que ela precisa mesmo é de carinho, atenção e sentir-se segura. Vale até terapia para ajudar a organizar nossas idéias e atitudes.

Então vamos usar de inteligência…

Já sabendo e tendo real consciência da condição em que está, ou melhor, estão, vamos tomar algumas atitudes que podem fazer a diferença.

Se aproxime cada vez mais dela e tente trazê-la ao máximo para você…CONVERSE, OUÇA, FALE…isso pode mudar tudo! Às vezes a futura mamãe só precisa ser ouvida e compartilhar de suas dificuldades e inseguranças, assim como você, pai, também. Faz um bem danado uma conversa franca entre os dois, falando de seus medos, angústias, vontades, sonhos…pois uma coisa é bem real: mesmo na realização desse sonho, nem tudo são flores mas fica ainda mais lindo com a harmonia do casal.

Procure pensar, até mesmo de maneira estratégica, em como agirá próximo dela, o que falará e como olhará para a grávida. Eu, quase todos os dias perguntava como tinha sido o dia dela e como estava se sentindo, ou, se algum problema se apresentava para nós eu logo dizia: -“Deixa que eu resolvo” – mesmo não tendo idéia de como resolver a questão. Roupas…sentir-se bonita, já nesta fase é um problema, então tenha cuidado com a desafiadora pergunta -“Como estou?”, tente responder de forma a deixá-la confortável tanto na roupa quanto com ela mesma.

Elogie, é um santo remédio!

Se ofereça para ajudá-la na escolha da decoração do quarto e apetrechos, eu por exemplo, até de pintor e marceneiro ataquei, mas tudo bem se não curtir fazer isso também.

Enfim, tem inúmeras formas de deixá-la confortável e segura, basta ter atenção à ela. Costumo dizer que, deixando a futura mamãe feliz você também será. Por isso acho importante termos esse cuidado já que, quem passa pelas reais transformações durante a gravidez é a mãe, e além disso tudo o que ela sente nosso bebê sente também.

C E parque

 E não “se deixe pra depois”, cuide também de você, de seus sentimentos, pensamentos e corpo. É muito importante. Falarei disso num post em breve.

Grande abraço e tenha um belo caminho!

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3 Comments

  1. Fernanda

    Lindo você ter percebido isso antes mesmo da sua princesa nascer.
    Passei por isso recentemente mas, no meu caso, o meu marido não tinha tanta consciência assim. Muito pelo contrário. A minha gestação foi um período em que nos afastamos demais. Só depois que minha filha nasceu que, passado o “pânico” e visualizando a nossa “criaturinha”, que fomos, aos poucos, nos reaproximando.
    Minha filha faz 2 anos esse mês, mas a gestação foi um período muito difícil pra mim.
    Queria tanto ter achado na época da minha gravidez um texto assim, escrito por um pai… Mostraria pra ele na hora. Acho que teria ajudado a passarmos de forma mais tranquila por essa fase.
    Parabéns por estarem tão inteiros e terem tanto entendimento nesse período tão ‘atribulado’! Muito lindo ver isso. 🙂

    • Elam Lima

      Oi Fernanda, que linda sua mensagem. Obrigado!
      Nos faz ter, cada vez mais, o estímulo para continuar compartilhando nosso olhar, e de tentar ajudar de alguma forma quem está passando por este tão delicado momento. Sua mensagem foi um presente que me emocionou.
      Desculpe não ter respondido antes, como nossa pequena chegou, as coisas estão um pouco atrapalhadas ainda, dentro e fora de mim.
      Gde beijo e continue nos acompanhando, tem muita coisa boa por vir.
      Até breve.

      • Fernanda

        Adorei que chega um aviso da sua resposta por email! 🙂
        Sei bem como são esses primeiros meses, Elam! Ainda que você achou tempo pra escrever aqui…! Acho que passei os primeiros 3 meses da minha menina sem sequer entrar na internet, de tão enlouquecida e cansada que fiquei (principalmente com as cólicas)!
        Temos muitos amigos em comum. Conheço vocês dois de vista, de peças, baladas de amigos… enfim.
        Estarei sempre acompanhando. Adoro blogs que contam experiências de nós, pais e mães de primeira viagem! Amo ler e me identificar. Passamos por tantas coisas em comum… E essa “troca” de informações é muito gostosa.
        Estarei sempre por aqui.
        Grande bjo!

        PS: Não sei a facilidade com que vocês tem passado essas primeiras semanas (pra mim foi bem puxado)… Mas passa rápido e fica cada vez melhor! Amor que não tem fim!!!

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